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Titulo – COLETÂNEAS DE SENTIMENTOS
Edição Virtual
Capa
Foto do Castelo Sforza - Milano
© Elsa Rossi
Registro no Ministério da Cultura sob nº. 134.951 ®
Livro 214 Folha 412
Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro
BRASIL
l998
Agradecimento
Aos meus Benfeitores Espirituais.
Dedicatória
Dedico este livro aos meus amados filhos Daniel, Janine e Giovana
e aos meus queridos netos Talles, Kalél, Joshua, Isabella, Geórgia
e Nicolas
Para compor este Livro de Poemas foram coletados ao longo dos anos,
versos, poemas, sonetos, alguns guardados desde a tenra juventude.
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Introdução
Meus amigos leitores!
Talvez para alguns este seja apenas mais um livro de poemas.
O leitor verá, ao perpassar os olhos no índice, que este é
um
livro com acréscimos. Pode o leitor contar com pautas musicais e
respectivas letras oferecendo músicas infantis, medieval, romântica.
Pode ainda contar com mensagens de religiosidade, abrindo um
campo para meditações e reflexões.
Todos temos poesia na alma, pois a vida é um hino poético,
cantado no pulsar dos corações, no compasso da respiração,
no abrir e
fechar dos olhos, nos sorrisos que se processam frente à alegria de
viver.
Pode-se ser feliz mesmo dentro da dor, pois, como dizia
Francisco de Assis, a irmã dor só vem despertar-nos para a verdadeira
vida.
Por isso, vamos deixar fluir a alma poética de cada um,
vivenciando a mensagem encorajadora do amor contida neste livro,
alicerçado em anos de inspiração e vivência do amor
fraternal.
Criei coragem e coloco aqui para todos.
Elsa Rossi
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Apresentação
Prezada Amiga e Poetisa Elsa Rossi:
Sua poesia destila passado e futuro, presente e certeza. Eleva-se com
o vôo do sabiá-laranjeira, sintoniza-se com o canto das aves, afiniza-se
com
o assobio do vento...Ganha alturas e profundidades, sugere encantos e
mistérios e incorpora, em alguns poemas, carne e coração,
sentimentos
humanos universais, mas tão especiais e específicos de cada pessoa
amante
que passa por esta vida.
Sim, você interpreta todas as faces da vida, em seus vários estágios
e
estados.
O marulhar, o assobio do vento,
o bater das ondas nas rochas cruas e cinzentas
e me desperto, como uma borboleta deixando a crisálida,
ouvindo a vida e vivendo o amor!
Lendo sua COLETÂNEAS DE SENTIMENTOS, destaquei estes
versos que mostram bem a sua face poética, perfeitamente integrada na
Natureza, com seus sons e suas cores (às vezes cinzentas). Em tudo você
vê
o significado por trás das coisas e dos seres, e empunha seu estro afinado
no
amor universal, e em todas as suas gradações, fazendo-se igual no
melhor
que um ser humano pode ostentar em sua condição: filho(a) de Deus.
Parabéns pela sua poesia, com primores imagéticos ao correr do livro,
sem perder o toque mágico da simplicidade e do humanismo perfeitamente
condizente, nos dias de hoje, com a verdadeira fé dos autênticos
cristãos.
Parabéns ao Portal Terra, - na seção Virtual Books - na pessoa
do
Marinho e do Jaime Mendonça & valorosa equipe, em entregar ao mundo
mais esta luz que se irradiará por todo o nosso belo e amado planeta.
Geraldo Peres Generoso - (Escritor e jornalista brasileiro)
IPAUSSU - SP - BRASIL - Em 26 de janeiro de 2006.
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1- Prece.
Senhor!
És o riacho sereno e cristalino,
a correr na floresta emaranhada de nossas vidas
aonde banhamos nossa ardente chaga de dor,
onde saciamos a nossa sede do saber,
onde lavamos a nossa alma obesa de iniqüidades,
onde, no espelho da água, remansa e pura,
sentimos o reflexo incondicional do teu amor!
2 -Todas as mães.
Desaparecem as últimas estrelas
permanece a luz acesa
no casebre da vila
no quarto singelo, um berço
a mãe pobre, junto ao peito,
o filhinho que expira.
Deus assim quis, pensa ela,
na sua simplicidade de mãe.
Deu seu carinho, seu amor
suas noites, sua dor
ao pequenino, que era
Ah! Mãe pobre, mãe rica,
mãe doutora, mãe pastora,
mãe lavadeira, mãe dançarina,
mãe cozinheira, mãe frentista,
mãe cineasta, mãe escritora,
mãe cientista...
...Mãe Santíssima, velai por todas as mães!
Sentimentos
Da
Alma
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3 - Norma de Conduta
Façamos de nossas vidas, um hino de amor
Façamos de nossas palavras, um cântico de Paz,
Façamos de nossos gestos,
o magistral sinal de bênçãos em auxílio ao próximo.
Façamos de nossas consciências, o farol que ilumina
aqueles que ainda navegam nas águas turbulentas do orgulho e insensatez,
na escuridão que a maldade cerca.
Façamos de nossas mãos, pequeninas luzes
que aquecem, com o calor do nosso abraço,
os desvalidos no inverno, das dores morais, e os levantam,
aconchegando-os para que sintam que o amor
cobre uma multidão de pecados.
Façamos da nossa vida, a exemplo da vida de Jesus,
pauta diária de leitura na cartilha do amor,
no compartimento do coração,
onde a razão comanda o equilíbrio das paixões
que energizam e impulsionam o homem
ao objetivo maior da caridade verdadeira,
na assistência do espírito, para que este
possa conduzir a vida no corpo, de forma equilibrada.
Sejamos em nosso mundo,
elos de fraternidade, no exercício do bem desprendido,
na vivência da máxima do Cristo:
“Faça ao próximo, o que gostaríeis fosse feito a você.”
“Amar ao próximo, como a si mesmo”.
Enfim, espalhar o perfume do amor,
colhido no jardim da fé, da consciência, da razão,
do preparo espiritual de cada um,
na finalidade maior da renovação íntima de cada ser,
para que encontrem o caminho
seguro e certeiro em direção a Deus.
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4 - Amanhecer I
No silêncio da manhã desperta
o som do vento, sorrateiro acorda o sol
que lentamente distende seus raios
aquecendo os corações inda dormentes,
embalados pelos braços de Morfeu.
Os pássaros alvissareiros
oferecem ao coro da natureza
seus gorjeios
harmonizando assim
a melodia da vida
para mais uma rotina dos dias...
Os cães acomodados, arrefecem
suas guardas, das sombras da noite
sonolentos, cansados, adormecem
enquanto o brilhante raio de sol
toma posto
e ilumina todo o quintal.
O jornaleiro, sua última entrega
termina a tarefa postal
alheio às notícias,
acontecimentos diários,
que ele próprio leva às mentes
ávidas pela política, câmbio, dor
antigos freqüentadores do “Coliseu
“nos evos das noites da vida
Onde a roda de Samsara
com certeza, não para.
E assim,
nas sucessivas manhãs, o mesmo sol
afugentando as sombras
o mesmo canto da natureza
coro divino
a mesma alegria e agradecimento
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a Deus, pela Divina Bondade
em nos amar, filhos seus
nesta busca incessante
que todos temos
na curiosidade do que é “ser”
5 - De mim
Noite alta, o silêncio
abajur fraco, a luz
o leve sussurro do vento
`a tua presença me conduz
Receio invadir teu sonho
de tanto em ti pensar
no meio da noite me
apanho
em lágrimas a soluçar
Peço-te me perdoes
parte do meu querer
sublimo amor por ti
renuncio prá não sofrer
Parte de mim te busca
outra parte me é fiel
quanto mais oro, mais
penso em ti,
amor meu!
6 - Vida
Uma lágrima fugia
tímida e silenciosa
e as curvas percorria
da face cansada e rugosa
A mãe, de olhar ausente,
fixa o pensamento sombrio
no filho pobre e inocente
no cativeiro, doentio
Por vingança, um “amigo” seu
que em sua sombra vivia
preparou a armadilha
e o inocente jovem caiu
A mãe, sabendo de tudo
de tristeza sucumbiu
Não há maldade no mundo
que os olhos de Deus não veja
Há necessidade do escândalo
mas, aí daquele que o planeja
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7 - Despertar
O mármore gelado do terraço
acorda meus pés descalços,
O silêncio do alvorecer
acorda meus ouvidos;
As ruas desertas
acordam meus olhos
Diviso por entre árvores
o espaço não físico,
Escuto o som, além do silêncio,
flutuo na dimensão do amor.
O meu pensamento se liga ao seu
E a saudade transforma-se em alegria,
Existe um momento de atração
nos abraçamos, sorrimos
O nosso amor verdadeiro
extrapola os nossos sentimentos.
8 - Adeus
Disseste-me adeus
em longos acenos diários,
Me mostraste o exemplo
da paciência e resignação.
Puseste a luz sobre o alqueire,
brilhou o lampadário.
Falaste a todos
com a voz do coração.
Vida de minha vida, porto
onde ancora o meu amor
pensando em ti, ora me encontro,
na paz conseguida por nós dois.
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9 -Amigo
Estrada longa, o caminhar
pausado e calmo, a terra fria
anestesia e abafa o som do pisar
enquanto respiro
Meu Deus, é dia!
Paro e dou conta de mim
por quanto tempo orei no silêncio
da noite, muitas vezes,
olhos fechados, molhados, chorei.
Passos ao lado, sinto o calor
do amigo que caminha paralelo,
sinto seu fraterno amor,
banha-me de balsâmica luz,
energia radiante envolve-me o ser.
Quem caminha comigo?
Jesus!
10 - Memória
Seu doce olhar invade
minha alma e produz
retorno à mocidade
em seu esplendor de luz!
Tua voz em mim encontra
o eco a ressoar
solfejo de amor que afronta
e em tudo me faz pensar!
Te amo caladamente
e no silêncio da vida
coloco no canto da alma
uma lágrima perdida!.
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11 - Declaração
Te amo com a sublimidade
do orvalho que veste as flores
ao canto desperto da manhãzinha
aos primeiros lampejos dos raios de sol
avançando por entre
os resquícios do negror da noite
manifestando a vontade de Deus
em mais um dia,
na obrigação cristã de cada um
na gratidão de cada coração,
em vivenciar o amor!
12 - Manhã II
Ah! Manhã que já se mostra dourada
traz desfilando à sua frente,
os raios do sol da primavera.
Árvores ainda desnudas pelo outono
balançam seus galhos
na transparência da manhã.
A sabiá-laranjeira já gorjeou seu bom dia,
o coqueiro aqui ao lado, roça minha janela,
a rua acorda os pequenos que dormem
encolhidos sob a viela.
Ao lado do canto da manhã
ao sol radiante, do café cheiroso,
grassa a dor, a fome a tristeza, o choro
do mais alto, Jesus olha por todos
doando seu manancial de amor
Sentimentos
De
Amor
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que supera as dores.
Ah! Manhã de sol já alto e quentinho
aconchega os pequenos,
que perambulam e são muitos.
Acorda, aquece as almas humanas
ainda dormentes e frias
Para que possam em dividindo caridade,
somar em sabedoria junto ao Criador.
13 - Meu deus grego
Nariz afilado,
perfil de Atenas
mecenas
que me faz suspirar.
Retrato de Fídias
entoa cantigas
mudas
e me faz acordar.
No mármore bruto
esculpo teu busto
para te abraçar.
E em sonhos
busco
teus azáfamos lábios
beijar.
É assim que eu te vejo,
meu deus grego,
sabendo que teu coração
jamais poderei tocar.
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14 - Alma das horas
As horas acordam a alma
Na calma em te buscar
estar ao teu lado querido
é tudo o que sei gostar
As almas das horas choram
por não te ter ao meu lado
na calma reflito e penso
pode tudo ter-se acabado
Buscar a calma é preciso
o sorriso no coração brotar
cantar é qual lenitivo
quando as horas, a alma acordar.
O que sei que gosto e não tenho
o cenho com suave expressão,
meus olhos dizem o que penso
cala minha boca em solidão.
Oh! Horas, acordem minha alma
e deixem dormir meu coração!
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15 - Minha rua.
Lentamente a brisa suave
embala as delicadas florezinhas
que sonolentas caem, caem
e adormecem no leito grafite de nossa rua.
Parece que combinaram todas
ao mesmo tempo e em segredo
pedir ao vento que as levem ao chão.
Que emoção!
O colorido sobre o asfalto
amarelo, salpicado da luz do sol,
dos raios que desvirginam as árvores
e se depositam ao lado, em bemol.
É uma beleza sem igual
por poucos meses do ano, no verão,
e nossa rua se transforma em banquete celestial
ao pássaro preto, à sabiá, um aluvião.
É nesta rua que eu moro
são estas árvores que há muito tempo
me foram confidentes de certos momentos,
nelas ainda confio, eu as adoro.
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16 - Ode às alamedas de alamandas.
Te escondes na timidez
e medo de dizer “ti amo”
porque não tens idéia do que seja
“eterno”e “eternamente
“Na falta do amor,
comigo não morres,
mas vives na solidão
que caminha de mãos dadas contigo...
...e necessitas do afago
de meu colo fértil e seguro,
afagando-te no clima veterano
de meu olhar!
Me vistes e sem perceber,
quedaste e não te deixaste mostrar
tua pele, que se despia,
ao tempo em que a minha a conhecia.
E deixaste transbordar teu amor
sem se dar conta
do teu corpo acumulado
que de amor se mostrava.
Freias a paixão.
E não percebes que te sentes derrotado
e deixas esvair o sol que poderia
te tirar da sombra de ti mesmo
Os credos, convidei-te a rezá-los comigo
no altar do sol,
à ventania, às ondas do mar,
na praia segura em que vivo
e eternamente
te escondes.
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Um dia me acharás nas Yolandas, nas Marias,
nas manias de se dizer,
fechado ao amor
Um dia te acharei
por entre as alamedas de alamandas da vida.
17 - Vento de Emoções.
A tempestade assustadora ameaça
corromper os sentimentos do homem
anarquizar pensamentos
e matar a paz!
Mas qual! Sentinelas que somos vigilantes
Não decuramos um só instante,
combatemos a confusão
com oração.
Eis que luzes,
como suaves ventos
transformam o negro momento
em calmaria e brandura
em água cristalina e pura.
Bebemos da água da paz e do amor
fortalecemos frágeis corações e razões
e eis que surge a luz
que o vento conduz.
Inebria os homens neutros que oscilam
conduzidos, se deixam conduzir,
confiam,
que a luz da candeia que seguram
iluminam-nos e os depuram.
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18 - Dança dos Corpos.
Nossos corpos unidos
bailavam ao sabor de nossos pensamentos
nada dizíamos, pois nossos lábios
ocupados com os carinhos molhados
refrescavam nosso suor.
Nossa respiração em arranjo musical
davam o sinal de nosso êxtase
apertávamos um ao outro em abraços,
em contrações de extrema felicidade
na vontade de descobrir o melhor para nós
a sós, só nós, nós dois
e era uma total abertura
na estrutura de nossos momentos
nada importava,
o exterior, o quarto,
a chuva fina, o vento faceiro.
A luz tênue nos envolvia
e aumentava de paixão nossos corações
fazíamos de nossos momentos
pequenas eternidades
vontades de amar, de doar, de se perder
um dentro do coração do outro
na verdadeira troca do sentimento maior.
O amor!
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19 - Cicatriz
Efêmeros carinhos
efêmera paixão, coração tingido,
caso de difícil solução,
quebra-cabeças,
sem pé, nem mão,
grita a voz da consciência,
fala alto a razão.
Qual o quê ?
Deixo-me levar como num sonho
arfo o peito, canto alto, voz ao vento
e a tudo me proponho.
A ter-te como volátil imagem
como nuvem que passa
e se desfaz
marcas não deixa.
Como num doce sonho
um acordar feliz
tenho-te em mim
como uma cicatriz
em local discreto
sob o seio esquerdo
junto ao meu coração
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20 - Horizonte
Vejo ao longe, no horizonte,
certa claridade que me excita.
Atento para vários pontos em luzes
e tua imagem em minha frente, saltita.
Tem sido assim, nos últimos dias, a viagem,
a paisagem onde insisto em te reter:
é o horizonte, é a água, é a luz
que tenta meus pensamentos combater.
Arranjos, adornos, pinceladas em cores;
não há critérios para se amar:
é o florescer do velho amor,
é o fogo da paixão contida,
É o anseio que dulcifica a alma
é o compasso, é o alento que acalma,
e no teu amor, mais uma vez
minha alma acredita!
21 - Vencer.
Não quero fazer do tempo
lembranças em fragmentos
que não se pode mais juntar!
Não quero fazer da vida
etapas não vencidas
e o remorso n’alma calar!
Busco incessantemente a rota
da estrada que à plenitude conduz!
Ao digno trabalho perene
calma, tranqüila, serena,
na paz que encontro em Jesus!
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22 - Você no meu sonho.
Sei que estou sonhando
e neste sonho
você é a principal personagem.
Já o conheço de há muito,
não o identifico no presente
mas sinto que em passado remoto
já estivemos juntos!
Ah! Como gostaria de retê-lo
como foto antiga sobre a cômoda
para tocá-lo, revê-lo, beijá-lo
mesmo que não o tivesse aqui.
Onde está você, quem é você?
Que represento no contexto de sua vida
se sou sua alma afim,
esperar prá quê?
Sintoniza comigo em vigília,
deixe-me senti-lo,
tocá-lo em azáfama
como se toca o vapor da água do rio
na fria manhã de inverno,
ao leve calor do raio de sol,
preenchendo no meu coração
o espaço, de há muito, vazio.
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23 - A Brisa de Outono
As folhas dançam no ar
ao sabor da brisa de outono
como se ao léu estivessem
em abandono
e no assobio do vento
ficam a soluçar.
Apanho uma, outra que
cai aqui, acolá, na relva macia
na umidade do início do dia
na cálida manhã, antes do sol raiar.
As vezes me sinto
como as folhas de outono
mas de imediato transformo a brisa
em companheira
o vento em servidor fiel
o espaço num amplo castelo
e me sinto a rainha
da vida que levo.
Sou imensamente capaz
de momentos difíceis reverter
tirar o que de bom e bem me faz
somente o bem e o que é bom, reter.
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24 - O Farol
Luze, ao longe,
sobre a crista das ondas negras,
a réstia guia do farol,
pusilânime, inconformado
com o vociferar do vento
que chicoteia o mar.
Ruge dentro de mim
a fera ferida, perdida
de amores pelo domador,
amo, doutor e senhor
que domina minha vida.
É um sentimento inconstante
que vem à mente a todo instante
como a lua beija o mar.
É a cansativa tristeza
da dor da alma presa
a quem dela nem caso faz.
É um chorar vazio
trêmulo, coração frio
do tempo perdido, sem paz.
Sequer uma frase solta
que diga que ainda há volta
pôr um fim no meu penar.
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25 - Sombras
Te acomodaste,
queres tudo ter e
nada devolver,
queres ser amado e
não deixas teu coração amar.
queres ser servido e
pouco trocas comigo,
queres dar as ordens e
não tem poderes.
És covarde
diante de ti mesmo,
és sombra de ti mesmo
és escravo da acomodação.
Feres e magoas
por tua irreverência,
breve solitário estarás
por não deixar aprisionar teu coração
na mesma cela que o meu.
Posso dar-te a liberdade
de tudo ter,
de ser amado,
de ser servido,
de dar as ordens,
desde que troques comigo
todo sentimento de amor!
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26 - Império.
Puseste abaixo
um império construído
no amor que juntos iniciamos
há trinta anos.
Ruíste com os pilares
da fé que nos unia
ficou uma alma vazia
onde só penetrava
a avareza
a materialidade
a aspereza
a rudeza de coração
mas, serviste bem ao meu ego
de ti tirei todo o meu prazer
mas hoje,
estamos a descoberto
sentimentos de desencanto apareceram,
me deixaste só
para refazer outro império;
e que este tenha alicerces
de amor e compreensão
da vida rumo a um horizonte
da verdadeira união,
a de almas e a de mãos.
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27 - Regressão.
Uma palavra que tu me disseste
desencadeou uma história
que vivi há muitos séculos
e que retive na memória.
Eras tu, o meu vassalo
por quem apaixonei-me um dia
e não pudemos juntos ficar
tal a diferença que existia
Hoje, em voláteis momentos
nossos olhos se cruzam
emudecidos, falamos,
Sabemos que há algo no ar
que não conseguimos identificar.
Relutas em te dares a mim
vingança íntima, inconsciente,
coisas do passado, não do presente,
vamos viver este momento.
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28 - Aprender a Amar.
Sinto uma dor muda
quando ouço alguém dizer:
- amor? O que é isso?
Isso não existe!
Esse alguém ainda não viveu,
passa pelos dias,
passa pela vida
e não cultiva
a maior energia da alma
que impulsiona o homem a outros mundos
nos profundos sentimentos do amor,
que levanta cegos caídos,
acorda os que dormem nas dores morais
luze os que se encontram nas sombras,
dá alegria aos rostos, numa luminosidade sem par...
É só querer aprender a amar.
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29 - Confidência.
O vento suave roça minha face, como carícia de amante
envolve meus cabelos que dançam a melodia da tarde!
O som das ondas do mar que beijando a branca areia,
insiste em molhar meus pés.
É como um carinho na minha muda alma
e no meu silêncio interior,
deixo a orquestral natureza agir
com todos os seus sons.
O marulhar, o assobio do vento,
o bater das ondas nas rochas cruas e cinzentas
e me desperto, como uma borboleta deixando a crisálida,
ouvindo a vida e vivendo o amor!
Costumo buscar na solidão,
a turbilhosa energia dos pensamentos
que pululam em minha mente incansável,
como sementes que estalam ao sol.
Pensamentos tem cores e a cada cor uma nova idéia,
uma solução, uma dor, um frio d’alma, um calor,
um sorriso mudo, uma fugidia lágrima, uma canção, uma oração.
Por mais que eu me vigie, me encontro pensando em você.
Quisera poder esquecer seus carinhos,
trilhar outros caminhos,
que não os que me levam a você.
Quisera poder singrar outros mares,
que não o que detém a nau de sua vida,
quisera reter seu amor em mim,
como a concha detém o molusco
e produz a pérola da felicidade.
Quisera ser sua, mas
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que você fosse meu de alma e corpo, alma e coração,
num ritmo de vida,
que permitisse a mim, viver em você,
nos seus pensamentos, como vive você nos meus.
Saio dessa sonolência, dessa confissão,
e lágrimas deslizam até meus pés,
beijando as ondas do mar.
30 - Nuvens Flutuantes
Você entrou em minha vida
de forma sutil, silenciosa
quase na penumbra,
fiz-me visível a você
para que me amasse,
como eu já o estava amando.
Dei a você,
grande parte de meu coração
e entreguei os meus sentidos
para que você os sentisse quase seus
e abusei da felicidade
de sentir-me embalada pelos seus braços,
envolta em seus abraços doces e ternos,
cobrindo-me de olhares amorosos,
envolvendo-me em nuvens flutuantes
ao sabor do vento do amor.
Jamais queria eu que estes momentos findassem
e culminassem na dor da alma ferida
na sentida espera de sua volta
sem revolta, mas solidão!
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31 - Prece II
Senhor Jesus!
Diante de mais um dia que nos brinda
o seu incomensurável amor,
ponho-me diante de Ti, Senhor,
pequenina e humilde, criança ainda.
Faça-me Senhor, amiga fiel,
auxilia-me Senhor a distribuir o bem
sem escolha de raças, sem olhar a quem,
coração aberto e livre, pássaro ao céu!
Permita-me Senhor levar Teu nome Santo
àqueles que nem Vos conhecem, órfãos do amor,
peço-Te querido Mestre e Senhor
que eu possa distribuir a paz por todo o canto.
Jesus, amigo dileto de nossas almas,
fonte cristalina de amor e luz
a nos iluminar o caminho, dá-nos a calma
para que mais cedo compreendamos
o peso e o tamanho da nossa cruz!
Sentimentos
De
Religiosidade
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32 - Instante de Oração
No silêncio do amanhecer
desperto meus sentimentos
e faço de cada momento
um instante de oração.
É como se o altar sagrado
com pilastras firmes calcado
estivesse bem colocado
no cerne do meu coração.
Ensinamentos nos dá a vida
na transparência da emoção,
no recolhimento em oração,
nas etapas a serem vencidas.
É qual lírio da paz,
imponente no charco vasto,
que sobe da lama em repasto,
aos olhos do homem fiel.
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33 - Manhã II
Ah! Manhã que já se mostra dourada,
traz desfilando à sua frente,
os raios do sol da primavera
Árvores ainda desnudas pelo outono,
balançam seus galhos
na transparência da manhã.
A sabiá-laranjeira já gorjeou seu bom dia,
o coqueiro aqui ao lado, roça minha janela;
a rua acorda os pequenos que dormem,
encolhidos sobre a viela.
Ao lado do canto da manhã
ao sol radiante, do café cheiroso
grassa a dor, a fome a tristeza, o choro
do mais alto, Jesus olha à todos,
doando seu manancial de amor
que supera as dores.
Ah! Manhã de sol já alto e quentinho,
aconchega os pequenos,
que perambulam e são muitos.
Acorda, aquece as almas humanas,
ainda dormentes e frias,
Para que possam em dividindo caridade,
somar em sabedoria junto ao Criador.
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34 - Parque Iguaçu
O sol já vai alto
desenhando no gramíneo chão
esculturas de sombras, num jogo de luz
que produz na alma sensibilizada
uma ânsia de descrever a efêmera arte.
Caminho sobre a úmida relva
gelam os pés, emoção antecipada,
os gorjeios dos pássaros na mata ao lado
enobrecem o meu momento de oração.
É um fundo musical divino
mesclado ao aroma das árvores silenciosas
que reverenciam o vento e o sol,
guardiães da natureza,
profundos admiradores do silencioso hino.
Oro, no recôndito de minha alma
solicito auxílio aos meus pseudos-problemas
todos solucionáveis, chorar nem vale a pena,
mas estar aqui, neste Iguaçu vazio, já me acalma.
Não oro só por mim, que tanto recebo
mas pelos que me circundam, pelos lobos
que, vorazes e sedentos do prazer efêmero,
não medem as consequências que causam, os danos.
Sinto-me reconhecida e reconheço
que o Pai de Amor tudo resolve,
desde que a palavra divina aceitemos
“Como se reformar intimamente, seguir à risca a norma da vida,
por Jesus ensinada há dois mil anos!
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35 -Tudo pode aquele que crê.
Quando se acredita no bem
um valor imenso se apodera de nossas almas
vitalizando nossa intimidade
na concretização das propostas de vida.
Multiplicam-se os talentos,
dá-se conta do “ceitil por ceitil”;
exterminam-se os lamentos,
molda-se o comportamento no buril,
fortalece-se a paciência,
estende-se benefícios a quem quer que seja
não se mede o “doar”
apenas trabalha a caridade
no servir sem ostentação
abrindo várias porteiras
nas propostas de vidas em execução,
nas tarefas tais quais se apresentem,
onde possa estar a nossa estendida mão.
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36 - Meus filhos
Cintilam estrelas puras
nos teus olhos, filha minha
tesouro sem par nas buscas
que faço por entre as ruínas.
Castelos, templos, montanhas,
areias de praias e desertos
do Sinai ao Saara entoam cânticos
de fraterno amor e me despertam.
Por segundos me transporto
onde estão vocês, flores do meu jardim
na existência desta vida
florescem e crescem junto a mim.
Giovana, Janine e Daniel
raios do sol do amor a me aquecerem;
filhos que por empréstimo Deus me concedeu
na escalinata das vidas a se sucederem.
Abraço-os com o sentimento mais nobre
que existe em todos os corações,
do mais rico ao mais pobre,
O amor é a doce fonte das emoções.
Sentimentos
De
Fraternidade
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37 – Talles
Faz-se o teu amanhecer
no meu pensamento
e de longe surge a aurora
com teu primeiro sorriso
raio de luz que ilumina
o início da rotina
do meu dia.
E antes que teus olhos despertem
eu te abençôo, te bendigo
dando graças à Ele
que nunca dorme, mas repousa sereno
em nossos corações.
É assim que eu te encontro,
tesouro de minha vida
em todas as douradas manhãs,
pois, ter-te ao meu lado, é sempre sol
é sempre primavera, é sempre felicidade.
Acompanhar teu crescimento
é o salário mais nobre
que eu possa receber!
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38 - Tardes de Outono (para uma amiga especial)
Te adoro tardes de outono
por entre nuvens douradas,
por entre pastos e campos
no lombo de mulas cansadas.
No grão que na terra úmida
agradece ao Senhor o orvalho
que gratifica gramíneas e flores
e veste o choupo e o carvalho.
Te adoro tardes de outono...
Te adoro tardes...
Te adoro...
39 - Mensagem 1
Uma das coisas mais bonitas
que temos em nós,
na nossa pequenina e grandiosa
capacidade humana,
é o gerenciamento
do inocente impulso da adolescência,
transformados nos dias atuais,
em dínamo que energiza
e impulsiona a nós,
alicerçado pela maturidade espiritual,
à busca de um viver
mais correto possível,
visando o equilíbrio
de nosso próprio amanhã.
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40 - Vó Mariquinha
Diante da prata de seus cabelos,
me curvo em respeito reverencial
pois, para mim este é o sinal
do peso dos passados evos.
Vó Mariquinha, que doce labializar
o teu compasso tranqüilo
não vende, não troca, é sigilo
o segredo do teu caminhar
De nosso coração emana sempre
vibrações de miríficas luzes
iluminando suas passadas cruzes
das saudades dos que já estão ausentes
Receba com todo o nosso carinho
o mais belo ramalhete de flores
enfeitado com sonhos e amores
só cor e perfume, sem espinhos.
Rogamos à Deus, Pai querido,
que a tenha sob Sua proteção
além do amor, carinho e atenção
que filha e netos lhe têm despendido.
Obrigada pelo exemplo silencioso e fraterno,
os olhos falam, o sorriso determina
e neste aprendizado, a vida ensina
o caminho nosso ao Pai Eterno.
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41 - Especial Amigo
Preciso de um especial amigo
que aperte a minha mão
e me oferte um sorriso
de dentro do seu coração
Que queira contar comigo
nos seus íntimos momentos
e seja para mim um abrigo
em todo e qualquer tempo
Que faça do seu dia a dia
uma estrada de poesia
em aprendizados de luz,
Que divida o Grande Amor
com todos ao seu derredor
como ensina Jesus!
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42 - Paisagem – (ano de 1969)
Numa tão bela tarde de sol
a bater nas folhas de clorofila
de flores, de galhos
na brisa tão leve
e as gotas de orvalho
da chuva que passou há mais de uma hora
da vida tão vivida,
tão amiga,
tão sentida,
tão de outrora,
tão de agora,
a burlir nos corações mudos
o amor que não passou!
Nesta tão bela tarde
de sol a banhar as folhas
de clorofila, de flores, de galhos,
de amores que se encontram,
de olhares que tudo dizem...
Ah! Nesta vida tão bela
tão linda tarde
nada mais será preciso falar,
só olhar, só amor, só amar!
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43 - Soleira da Varanda.
Os dias transcorrem
no ritmo do nascer e pôr do sol,
na claridade da manhã,
no entardecer melancólico,
na relva macia e úmida,
nas estrelas que despontam túrgidas,
na cavalgada em cadência
dos animais despertos.
Sento-me na soleira da varanda:
velhas madeiras que rangem
comunicando seu cansaço
pelo longo tempo que ali estão.
Medito nos vais e vens dos dias
no trabalho interminável
que nos faz saudáveis à vida
que pretendemos levar
diante da nossa consciência no bem
que nos convida a trabalhar
a servir, sem olhar a quem!
Nesta bucólica paisagem,
neste santuário da natureza,
refrigero minha alma e com certeza
rejuvenesço meu espírito,
não o deixo esgotar-se
diante de tanta beleza,
é o que sei fazer
Eu sei como amar!
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44 - Monólogo de uma criança
Deixas a mim, mãezinha,
me preteres,
às luzes da noite
e sorrisos da madrugada
entre embalar a mim, seu filho tenro
que acordo assustado,
e as vis paixões da noite
que não te levam a nada.
Hoje pouco te ofereço
além do afago suave
pelas minhas mãozinhas físicas
tão pequeninas
mas, não alcanço teu coração
empedernido e atávico
e me retornas em cansaço
em desperdício da vida.
Como despertar a ti
que amo e que és minha
mãezinha de há muito?
pois há muito, me prometes
que eu seria para ti, o reforço
o retorno à lembrança sadia
das tuas promessas ao Mestre.
Ainda quero e posso
Auxiliar- te a modificares,
dizer a ti que me és importante,
a maior em minha vida, a luz guia,
caminhemos no mesmo ritmo da natureza
que pulsa, trabalha, adormece e ama.
Vem, minha mãe,
não troques a noite pelo dia...
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Ao longe, ouço tua voz
no meu sono agitado
pois vejo-te envolta em brumas
e isto me agonia.
Vem, minha mãe,
corre aos meus braços
que eu te abraço,
não troques a noite pelo dia!
De manhãzinha,
o sol acorda nossa janela,
me acolhe, me envolve,
me alimenta e me alivia.
Serei tua lembrança de amor,
de crescimento, de louvor à Deus,
mas por favor, mãezinha,
não troques a noite pelo dia!.
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45 -Tuas Mãos (música)
Toco em tuas mãos,
que mãos de amor,
que sensação
Sou teu silêncio
perfeito de paz!
Sinto tua presença
neste momento
onde eu estou
Em meu coração
brotou o amor
e o amor é você
O toque de suas mãos
me basta
Para fazer-me feliz
Toque em mim
Olhe-me nos olhos,
isto me faz feliz.
Sentimentos
De
Musicalidade
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46 - Plim-Plim (música para ensino moral cristão)
Plim, plim, plim
faz a gotinha da chuva
Zum, zum, zum
A abelhinha que voa
Jesus Amigo Divino
está em todo lugar,
no céu, no mar e na Terra
e num simples olhar
O sol abraça a todos
com seus raios de luz,
a natureza em festa
vem saudar Jesus.
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47 - Foi Deus (música para ensino moral cristão)
Quem pôs estrelas no céu
e colocou um brilho nelas
fez o sol quente e brilhante
que ilumina toda a Terra
Foi Deus, foi Deus
quem fez tudo isso
Foi Deus, foi Deus
quem fez tudo isso.
Quando saio pelas ruas
vejo árvores e flores
escuto os passarinhos
que a Deus cantam louvores
Foi Deus, foi Deus
quem fez tudo isso
Foi Deus, foi Deus
quem fez tudo isso.
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48 - Instrumento de Paz
Meu Mestre
Fazei-me instrumento
de vossa paz e de vossa luz
Que onde houver ódio
eu tenha a capacidade
de levar o Teu amor
em nome da verdade
contida no Evangelho
dos Teus ensinamentos
é luz que guia o homem
além do firmamento.
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49 - Livro da Vida
No livro desta vida
a página virei
senti necessidade
de tudo procurar
encontrar meu horizonte
encontrar a Tua luz
na seara deste mundo
nosso Mestre é Jesus
Oh! Mestre Meu Pai
Oh! Oh! Oh! Mestre, Oh! Mestre Meu Pai
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50 - Encanto
Vem chegando de mansinho
toma conta do meu ser
se instalou o amor
e eu fico a sufocar
É tão estranho
o que me acontece
pois eu não consigo
com isto trabalhar
Volto o meu tempo
e o meu pensamento
que ligado a ele
leva o meu amor
Busco no relógio
as horas a passar
Passo com meus olhos
os ponteiros do relógio
que é para mais perto dele estar .
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